FESTA DAS CABANAS

          Na Festa da Pascoa o sangue do cordeiro livrou o povo hebreu da morte e deu a liberdade ao povo que viviam escravos no Egito; o “Sangue de CRISTO” na cruz também nos deu liberdade e nos livrou da escravidão do pecado. Na Festa das Colheitas vimos que era uma Festa solidaria e aberta a todos e isto nos aponta para CRISTO que também num gesto de solidariedade enviou o Seu Espirito Santo que nos fez também herdeiros de DEUS e esta batendo a porta de todos os corações e quem abrir ele entra e ceia com ele.

Hoje veremos a “FESTA DAS CABANAS”, que também pode ser chamada de TABERNACULOS.

E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:
Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo será a festa dos tabernáculos ao SENHOR por sete dias.
Ao primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.
Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; ao oitavo dia tereis santa convocação, e oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; dia de proibição é, nenhum trabalho servil fareis.
 (Lv.23.33-36).

          Neste texto notamos claramente que diferentemente da Festa das Colheitas de não tinha um dia fixo, dependia da Pascoa, a Festas das Cabanas tem o seu dia fixo: 15ª dia do mês 7ª  (Tishri:  Setembro-Outubro), e durava 07 dias, ou seja, do dia 15 ao dia 22 do mês Tishri, sendo que no 1ª dia era feriado nacional.

Se continuarmos lendo o texto veremos mais detalhes da Festa, e lembrem esta Festa, como a das Colheitas, também passou a ser comemorada só depois que entraram na Terra Prometida

Porém aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido do fruto da terra, celebrareis a festa do SENHOR por sete dias; no primeiro dia haverá descanso, e no oitavo dia haverá descanso.
E no primeiro dia tomareis para vós ramos de formosas árvores, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras; e vos alegrareis perante o SENHOR vosso Deus por sete dias.
E celebrareis esta festa ao SENHOR por sete dias cada ano; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis.
Sete dias habitareis em tendas; todos os naturais em Israel habitarão em tendas;
Para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR vosso Deus.
Assim pronunciou Moisés as solenidades do SENHOR aos filhos de Israel. (
Lv.23.39-44).

Vários detalhes podemos observar neste capitulo:

  • Data: 15 de Tishri
  • Estação de colheita de frutos
  • Tempo de duração: 07 dias
  • Feriado nacional: no 1ª dia da Festa e no dia seguinte depois da Festa
  • Colheita de ramos de arvores para fazer a “cabana”
  • Estatuto perpetuo
  • Habitar em “Cabanas” por 07 dias
  • Lembranças da saída do Egito e da peregrinação
  • Foi DEUS que deu este estatuto
  • Se comia muita carne, não se comia pães

A Festa das “Cabanas” foi criada para que gerações futuras (pós-peregrinação no deserto) soubessem que o povo viveu por 40 anos em frágeis tendas no deserto e mesmo assim DEUS os protegeu, também é uma Festa perpetua e obrigatória a todo judeu valido para trabalho. É conhecida na comunidade judaica com o nome de “Sucote (tendas) e é praticada por alguns, como manda o ritual ate os dias de hoje onde montam suas cabanas muitas vezes no terraço ou no quintal da própria casa, passam os 07 dias comendo mais carnes.

A cabana tem que ser confeccionada com as próprias mãos é pequena e frágil, o maior detalhe é o teto, não pode ser totalmente vedado.

Perguntas:

– Por que se comemora a Festa das Sucote (Festas das Cabanas) no mês de Tishrei e não no mês de Nissan, sendo que o Êxodo se iniciou no mês de Nissan?

  • R) Inúmeros motivos já foram mencionados, o mais logico vem dos sábios judaicos, o mês de Nissan é mês de primavera em Israel, céu limpo e noites agradáveis, por este motivo DEUS o escolheu para retirar o povo do Egito, o mês de Tishrei é o inverso é mês frio, chuvoso e noites longas, com isto DEUS faria o povo refletir o sofrimento do povo, gerações futura poderiam sentir na pratica e refletir o que o povo passou: “se não fosse a “mão” de DEUS eles não teriam suportado.

2ª – Por que de uma tenda feita com ramas de arvores?

A explicação mais logica e teológica é:

  • As ramas era o material que tinham disponível, existem algumas explicações a respeito das arvores e seus significados, Neemias (Ne.8.15) as mencionam.

Lulav – (tamareira); Etrog – (cidra);  Mirto;  Salgueiro –

  • TÂMARA – tem gosto, mas não tem aroma – representa um judeu com conhecimento somente.
  • CIDRA – tem gosto e aroma – representa um judeu com conhecimento da Torah e bons atos.
  • MIRTO – não tem gosto mas tem aroma – representa um judeu sem conhecimento da Torah, mas com boas ações.
  • SALGUEIRO – não tem aroma e nem gosto – representa um judeu sem conhecimento e sem boas ações.

Existe um detalhe muito importante: as “cabanas” não tinham um teto totalmente fechado, eles podiam observar o céu. A explicação mais teológica é para visualizar a “Nuvem de Gloria”. Quando o Povo saiu do Egito DEUS enviou duas “Nuvens” que protegia e guiava o acampamento, e elas tinha que serem vistas mesmo quando estivessem dentro de suas tendas.

E o SENHOR ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite.
Nunca tirou de diante do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite (
Ex.13.21,22).

          A ausência do teto era justamente para poderem observar a proteção DIVINA que permaneceu até entrarem na Terra Prometida.

(Vamos abrir um parêntese)

Existiu um momento que as nuvens desapareceram. Quando fizeram um bezerro de ouro para adorar, DEUS se irou e afastou-se do acampamento, ficou só sobre a tenda de Moises fora do acampamento –Ex.33.7-10.

Moises ora desesperadamente a DEUS pedindo o perdão do povo e DEUS perdoa, era o dia 10 do mês de Tishrei, este dia é lembrado ate os dias de hoje como o “dia de perdão”, ou “Yom Kippur”.

Para os judeus, esse é um dia em que todas as promessas de arrependimento, amor e amizade são seladas no plano divino. É nesse dia que os judeus têm a chance de se desculparem pelos maus atos e de pedir perdão à pessoa contra a qual cometeu alguma injustiça. Se o pedido for de fato sincero todo mal que foi cometido anteriormente é anulado.

Que lições podemos tirar para nós como Igreja de CRISTO?

1ª – Proteção Divina:

As cabanas eram frágeis, independentes disto o povo viveu 40 anos no deserto sob a proteção de DEUS, durante os 40 anos não lhes faltaram o necessário para sobrevivência. DEUS providenciou de duas formas maravilhosa todo sustento:

  • Fornecimento de alimento necessário para sobrevivência (mana, codornizes, agua),
  • Manutenção daquilo com que saíram do Egito, as roupas, calçados não se estragavam, não se explica a respeito do crescimento de crianças, talvez as roupas iam passando de um para outro sem se estragarem.

Reflitam, tanto o “mana” como as codornizes não podiam ser armazenados, tinham que serem comidos no mesmo dia, DEUS não deixou que faltassem os alimentos.

As nossas vidas têm que ter o mesmo espirito da Festa das Cabanas, não apenas uma vez por ano, como fazem os judeus, mas 365 dias por ano, lembro que nossa “cabana” também não tem teto, o que nos possibilita enxergar a “Nuvem de Gloria” a todo tempo nos protegendo 24 horas. Por mais que nossa “cabana” tenha aparência de frágil, nós temos um DEUS que está nos suprindo o necessário para nossa sobrevivência. Assim como a vida dos que saíram do Egito foi uma sucessão de milagres, a nossa também é, se do interior de nossa “cabana” nós visualizarmos a “Nuvem de Gloria” que nos rodeia 24h por dia, com toda certeza DEUS nos protegera das ações do tempo (chuvas, tempestades, calor, frio, escuridão, doenças, desemprego, etc) providenciara o sustento diário e nós entraremos também na “Terra Prometida”.

Lembro:

“A Promessa de DEUS ao seu Povo, não foi uma vida fácil, ausente de dificuldade, a SUA promessa foi entrar na “Terra Prometida”.

Não se preocupe com a fragilidade de sua “Cabana”, lembre que foi DEUS que te deu e ELE estará te protegendo.

AMEM?

Pedro Eduardo Corona – London, 01/08/2012

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